Quanto custa construir em São Paulo: CUB/m² e SINAPI 2026
Valores do CUB/m² do Sinduscon-SP e do SINAPI/IBGE de setembro de 2026 para São Paulo, o que eles incluem e como usar na comparação de orçamentos.
Publicado em 16 de outubro de 2026 · Construtoras no Brasil
Quanto custa o m² para construir em São Paulo hoje
Os dois índices mais usados para medir o custo da construção são o CUB/m², do Sinduscon-SP, e o SINAPI, do IBGE com a Caixa. Os dois têm dados de setembro de 2026.
Pelo CUB, uma casa térrea de padrão normal (R1-N) custa R$ 2.690,33 por m² no estado de São Paulo. Um prédio residencial de padrão normal (R8-N), que é o valor de referência do índice, custa R$ 2.238,58 por m². Um galpão industrial (GI) fica em R$ 1.267,31 por m².
Pelo SINAPI, o custo médio no estado de São Paulo é de R$ 2.093,45 por m², sendo R$ 1.108,89 de materiais e R$ 984,56 de mão de obra. A média do Brasil é de R$ 1.999,73 por m².
Esses valores são uma base de comparação. Eles não são o preço final de uma obra, porque deixam de fora itens como fundação, projetos, terreno e o lucro da construtora.
CUB/m² em São Paulo, setembro de 2026
CUB/m² do estado de São Paulo, versão sem desoneração da folha, calculado pelo Sinduscon-SP com a FGV. Valores em reais por metro quadrado de área construída.
| Código | Projeto-padrão | R$/m² |
|---|---|---|
| R1-B | Residência unifamiliar, padrão baixo | R$ 2.193,39 |
| R1-N | Residência unifamiliar, padrão normal | R$ 2.690,33 |
| R1-A | Residência unifamiliar, padrão alto | R$ 3.255,86 |
| PP4-N | Prédio popular, padrão normal | R$ 2.553,75 |
| R8-B | Prédio residencial de 8 pavimentos, padrão baixo | R$ 1.950,93 |
| R8-N | Prédio residencial de 8 pavimentos, padrão normal | R$ 2.238,58 |
| R8-A | Prédio residencial de 8 pavimentos, padrão alto | R$ 2.627,86 |
| R16-N | Prédio residencial de 16 pavimentos, padrão normal | R$ 2.175,77 |
| R16-A | Prédio residencial de 16 pavimentos, padrão alto | R$ 2.845,25 |
| CSL-8N | Comercial com salas e lojas, 8 pavimentos, padrão normal | R$ 2.237,54 |
| CAL-8N | Comercial com andares livres, 8 pavimentos, padrão normal | R$ 2.596,18 |
| GI | Galpão industrial | R$ 1.267,31 |
| RP1Q | Residência popular de 1 quarto | R$ 2.389,24 |
R8-N, a referência do índice: R$ 2.238,58 sem desoneração e R$ 2.162,78 com desoneração. Variação: 0,13% no mês, 5,40% no ano e 6,17% em 12 meses (as duas últimas calculadas pelo diretório a partir da série histórica do Sinduscon-SP).
Calcule a parte do CUB da sua obra
Multiplica a área pelo CUB do projeto-padrão. O resultado não inclui fundação, projetos, taxas, terreno nem o BDI da construtora.
Parte coberta pelo CUBR$ 403.549,50
SINAPI: custo médio do m², setembro de 2026
| Local | Total | Materiais | Mão de obra | 12 meses |
|---|---|---|---|---|
| Estado de São Paulo | R$ 2.093,45 | R$ 1.108,89 | R$ 984,56 | 6,02% |
| Brasil | R$ 1.999,73 | R$ 1.127,17 | R$ 872,56 | 6,81% |
Fonte: IBGE, SINAPI, tabela 2296 do SIDRA.
O que é o CUB/m²
CUB significa Custo Unitário Básico. É calculado todo mês pelo Sinduscon-SP, em parceria com a FGV, seguindo a Lei 4.591/1964 e a norma ABNT NBR 12721:2006.
O índice é obrigatório no registro de incorporações imobiliárias e é muito usado para reajustar contratos de obra e de imóveis na planta.
O CUB não tem um valor único. Ele é calculado para vários projetos-padrão, que mudam conforme o tipo de imóvel e o padrão de acabamento (baixo, normal ou alto). O R8-N, prédio residencial de padrão normal, é o valor mais citado como referência geral.
O Sinduscon-SP publica duas versões: sem desoneração e com desoneração da folha de pagamento. A diferença está nos encargos sobre a mão de obra. Em setembro de 2026, o R8-N ficou em R$ 2.238,58 sem desoneração e R$ 2.162,78 com desoneração. A tabela deste guia usa a versão sem desoneração.
Em setembro de 2026, o R8-N subiu 0,13% no mês, 5,40% no ano e cerca de 6,17% em 12 meses.
- R1: residência unifamiliar (casa)
- PP4: prédio popular de 4 pavimentos
- R8 e R16: prédios residenciais de 8 e 16 pavimentos
- CSL e CAL: prédios comerciais com salas e lojas ou com andares livres
- GI: galpão industrial
- RP1Q: residência popular de 1 quarto
O que o CUB não inclui
A NBR 12721 lista os itens que ficam fora do CUB. Eles devem ser somados conforme o projeto e as especificações de cada obra. Por isso o CUB é um custo parcial, e não o custo total da construção.
- Fundações, submuramentos, paredes-diafragma, tirantes e rebaixamento de lençol freático
- Elevadores
- Equipamentos e instalações como fogões, aquecedores, bombas de recalque, ar-condicionado, calefação, ventilação e exaustão
- Playground, quando não é considerado área construída
- Obras complementares: urbanização, piscinas, quadras, ajardinamento e instalação do condomínio
- Impostos, taxas e custos de cartório
- Projetos: arquitetônico, estrutural, de instalações e projetos especiais
- Remuneração do construtor
- Remuneração do incorporador
O que é o SINAPI
O SINAPI é o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil. É feito pelo IBGE em parceria com a Caixa e existe desde 1969.
O IBGE divulga todo mês o custo médio do m² para o Brasil, para cada região e para cada estado. O valor é dividido em duas partes: materiais e mão de obra. O sistema também é a referência oficial para orçar obras públicas.
Em setembro de 2026, o custo médio em São Paulo foi de R$ 2.093,45 por m². Subiu 0,17% no mês, 5,23% no ano e 6,02% em 12 meses. Na média do Brasil, o m² ficou em R$ 1.999,73, com alta de 0,30% no mês e 6,81% em 12 meses.
Em São Paulo, a parcela de mão de obra (R$ 984,56) é bem maior que a média nacional (R$ 872,56). Isso ajuda a explicar por que construir no estado costuma custar mais.
CUB e SINAPI: qual a diferença
Os dois índices medem o custo de construir, mas foram feitos para usos diferentes. Por isso os valores não batem.
- Quem calcula: o CUB é calculado pelos Sinduscons de cada estado. O SINAPI é calculado pelo IBGE com a Caixa.
- Para que serve: o CUB é usado em incorporações e reajuste de contratos privados. O SINAPI é a base de orçamentos de obras públicas e também serve de referência geral.
- Detalhe: o CUB tem um valor para cada projeto-padrão e padrão de acabamento. O SINAPI divulga um custo médio por estado, dividido entre materiais e mão de obra.
- Nenhum dos dois é o preço final: ambos medem o custo direto de construir e deixam de fora itens como terreno, projetos e lucro da construtora.
Por que o preço da sua obra será diferente
O orçamento real de uma construtora quase sempre fica acima do CUB ou do SINAPI. Isso não significa que o preço esteja errado. Os principais motivos são estes:
- Padrão de acabamento: pisos, esquadrias, louças e metais mudam muito o custo por m².
- Fundação: o tipo de solo define a fundação, e ela fica fora do CUB. Terrenos com aterro, encosta ou lençol freático alto encarecem a obra.
- Terreno: o valor do lote não entra em nenhum dos índices.
- Projetos e aprovações: arquitetura, estrutura, instalações, sondagem, alvará e taxas da prefeitura são pagos à parte.
- BDI: é a parcela que cobre administração, impostos, riscos e o lucro da construtora. Ela não está no CUB nem no SINAPI.
- Mão de obra local: o custo varia entre a capital, a região metropolitana e o interior, e muda com os acordos salariais de cada categoria.
- Tamanho e forma do imóvel: obras pequenas ou com muitos detalhes tendem a ter custo maior por m².
- Itens extras: elevador, piscina, ar-condicionado, aquecimento solar e paisagismo entram por fora.
Exemplo de conta
Uma casa de 150 m² de padrão normal, multiplicada pelo CUB R1-N de setembro de 2026 (R$ 2.690,33), dá R$ 403.549,50. Esse valor é só a parte coberta pelo CUB.
Para chegar perto do custo real, ainda é preciso somar fundação, projetos, aprovações, impostos, o BDI da construtora e o terreno. Peça à construtora que mostre cada um desses itens no orçamento.
Como usar esses números ao comparar construtoras
O CUB e o SINAPI servem como régua. Eles ajudam a entender se uma proposta está fora da realidade e o que está ou não incluído no preço.
- Compare o padrão certo: casa com R1, prédio com R8 ou R16, galpão com GI. Comparar uma casa com o R8-N distorce a conta.
- Peça o orçamento aberto: o custo da obra separado de fundação, projetos, taxas e BDI. Assim dá para comparar propostas item por item.
- Desconfie de preços muito abaixo do CUB do padrão escolhido. Pergunte o que ficou de fora, como fundação, acabamento ou mão de obra.
- Confira como será o reajuste: muitos contratos usam o CUB ou o INCC. Veja qual índice, qual versão (com ou sem desoneração) e com que frequência.
- Use sempre o mês mais recente e anote a data. Os índices mudam todo mês e uma proposta antiga pode estar defasada.
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Perguntas frequentes
Quanto custa o m² para construir em São Paulo em 2026?
Em setembro de 2026, o CUB/m² do Sinduscon-SP foi de R$ 2.690,33 para casa de padrão normal (R1-N) e R$ 2.238,58 para prédio residencial de padrão normal (R8-N). O SINAPI do IBGE indicou R$ 2.093,45 por m² no estado. Esses valores não incluem fundação, projetos, terreno nem o lucro da construtora.
O que é o CUB?
CUB é o Custo Unitário Básico da construção. É calculado todo mês pelo Sinduscon de cada estado, seguindo a norma ABNT NBR 12721, e mostra o custo por m² de vários tipos de imóvel e padrões de acabamento. Em São Paulo, é calculado pelo Sinduscon-SP com a FGV.
O CUB inclui fundação?
Não. Pela NBR 12721, o CUB não inclui fundações, contenções e rebaixamento de lençol freático. Também ficam de fora elevadores, projetos, impostos e taxas, obras complementares e a remuneração do construtor e do incorporador.
Qual a diferença entre CUB e SINAPI?
O CUB é calculado pelos Sinduscons e tem valores por tipo de imóvel e padrão de acabamento. É usado em incorporações e contratos privados. O SINAPI é calculado pelo IBGE com a Caixa, traz um custo médio por estado dividido entre materiais e mão de obra, e é a base para obras públicas.
Quanto custa construir um galpão em São Paulo?
O CUB de galpão industrial (GI) em São Paulo foi de R$ 1.267,31 por m² em setembro de 2026. O valor real depende da fundação, do piso industrial, da cobertura, das instalações e do BDI da construtora, que ficam fora ou variam muito em relação ao CUB.
Por que o orçamento da construtora é maior que o CUB?
Porque o CUB é um custo parcial. O orçamento da construtora soma fundação, projetos, aprovações, impostos, equipamentos e o BDI, que cobre administração, riscos e lucro. O padrão de acabamento e o tipo de terreno também mudam o preço.
O que é CUB com e sem desoneração?
São duas versões do mesmo índice. A diferença está nos encargos sociais sobre a mão de obra. Em setembro de 2026, o R8-N de São Paulo foi de R$ 2.238,58 sem desoneração e R$ 2.162,78 com desoneração. Confira no contrato qual versão será usada.
Fontes
- Sinduscon-SP: CUB/m² (página do índice, valores de setembro de 2026 com e sem desoneração)https://sindusconsp.com.br/servicos/cub/Consulta em 16 de outubro de 2026
- Sinduscon-SP / FGV: CUB série histórica, setembro de 2026 (planilha com todos os projetos-padrão)https://sindusconsp.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Cub-Serie-Historica-Setembro-26.xlsxConsulta em 16 de outubro de 2026
- IBGE: SIDRA, tabela 2296: custo médio m² em moeda corrente e variações percentuais (SINAPI)https://sidra.ibge.gov.br/tabela/2296Consulta em 16 de outubro de 2026
- IBGE: API de agregados, tabela 2296, Brasil e São Paulo, ago e set de 2026https://servicodados.ibge.gov.br/api/v3/agregados/2296/periodos/202608|202609/variaveis/48|2119|2120|1196|1197|1198?localidades=N1[all]|N3[35]Consulta em 16 de outubro de 2026
- IBGE (cópia publicada pelo Poder360): Indicadores IBGE: SINAPI, junho de 2026 (notas sobre as séries com e sem desoneração)https://static.poder360.com.br/uploads/2026/07/ind_sinapi_2026_jun.pdfConsulta em 16 de outubro de 2026
- Sinduscon-GO: Custos Unitários Básicos de Construção, setembro de 2026 (nota da NBR 12721 sobre itens não incluídos)https://www.sinduscongoias.com.br/arquivos/download/cub/cub-setembro-2026.pdfConsulta em 16 de outubro de 2026
Este guia explica regras e referências públicas. Ele não substitui a orientação de um profissional habilitado, de um advogado ou da prefeitura do município da obra.